quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Sinto que não sei viver...

O tempo passa, sinto que não sei viver
Não sei viver, se não existir primavera
Se não existir o sol, para me devolver
A força necessitada, em louca quimera
*
Existem dias onerosos, lágrimas caídas
Como nuvens carregadas que desabam
Desabam à primeira paragem, diluídas
Num sentimento trivial que me abalam
*
Sinto que o meu tempo algures passou
Perdeu-se na natureza, quiçá iluminou
E me elucidou a mente que adormeceu
*
Viajei no tempo, de coração emudecido
Olhos lacrimantes, em tempo esquecido
O tempo passou e a tristeza prevaleceu.
****
Cidália Ferreira 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Resultado de imagem para imagens tristes

A vida nem sempre é fácil.  Como todos sabemos, é feita de altos e baixos.... Quando me encontrar psicologicamente melhor voltarei a escrever.  Obrigada a pela compreensão.

Pintei o imaginário...

Foto de Cidália Ferreira.

Pintei o nosso imaginário, em cor da paixão
As luzes iluminavam os olhares apaixonados
Imaginava, os nossos  momentos, de outrora
Por onde vagueava tantas vezes, em reflexão
Olhares comoventes, trémulos e embriagados
Imaginava os carinhos até ao romper d'aurora.
*
Neste imaginário afloram as amplas emoções
O meu coração é teu, mesmo que não o vejas
Senti-lo-ás, sempre, em teu imponente peito
Como me sinto certa nas minhas convicções  
Enlouquece-me a alma, sinto que me desejas
Mesmo, neste imaginário, de mutuo respeito.
****
Cidália Ferreira. 

domingo, 18 de fevereiro de 2018

"Trabalho árduo... ao luar" ( Poetizando ...)

Olho o horizonte, silenciosa, atenta
À lua que se aproxima tão bela
Escoltando um barco, cansado
Duma distancia longínqua
Talvez vindo do outro lado
Do outro lado do Atlântico
Foram semanas, meses talvez
Em trabalho árduo em alto mar
Perigoso, porém proveitoso
Para quem no mar sente altivez
*
E por muito dura que seja a vida
Vale sempre a pena o momento
Porque o homem vive da labuta
E do seu puder corajoso
Olho o horizonte e a lua cheia
Ilumina o barco que chega
Em mar calmo, silencioso
Onde tantas vezes é sustento
De vidas que esperam sem certeza
Mas no horizonte avisto, a lua cheia de beleza.
***
Cidália Ferreira

Mais uma vez, é com orgulho que participo - ainda que muito simples - no Poetizando e Encantando  Pela sétima vez. Espero ser do agrado de todos. Nem sempre saem grandes poemas, mas o que sai é de coração.  

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Pudesse eu abraçar a Lua

Pudesse eu, ser capaz de abraçar a lua
Como é desejo realizar um sonho meu
Sentir-me-ia felizarda...mas vê-la nua
Faz-me perambular, nela, que tremeu
*
Pudesse eu, ter a aptidão em lhe tocar
Como ela me toca a beleza do coração
Quando em olhar soslaio a vejo chegar
É a magia que renasce, salutar emoção
*
Pudesse eu, numa magia, guarda-la-ia
No meu coração, que por ele encantou
Numa admiração, como a noite é o dia
*
Sendo a lua a mentora dos enamorados
As estrelas são o palco do meu silêncio
Onde as abraço com sorrisos venerados
****
Cidália Ferreira.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Melancolia ao acordar...

Imagem relacionada
Neste acordar, exausta melancolia
Chove lá fora e dentro de mim
Dentro do meu peito
Dentro do meu coração cansado
Ao amanhecer em cada dia
Não ter o calor do carinho
Que preciso de qualquer jeito
Para que a chuva não me faça sentir
O coração triste...magoado.
*
Melancolia ao acordar, ver chover
Em meu corpo um frio se entranha
Tristeza, em estado febril, corpo a doer
Arrepiantes ecos da chuva que cai
Onde me sinto exausta, insistente tristeza
Neste dia de chuva mansinha
Palavras ausentes, sensação que se esvai
Ao acordar a saudade não mente
Mas a melancolia é a minha companhia
***
Cidália Ferreira. 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Mundo atroz.

Foto de Cidália Ferreira.
Não é a desilusão que me afasta o pensamento
Nem as palavras frias...de quem não esperava
É um misto de revolta em constante tormento
Quando se vive em devaneio. Tão amargurada
*
Já não consigo sorrir, como o fazia em outrora
Já não sinto mais vontade de entrar em ilusões
Sei que esta mágoa que sinto pode ser a autora
Em momentos mais tristes causando desilusões
*
E na calada da noite, lembranças, desassossego
O silêncio, as lágrimas, são a minha companhia
Quando a mente me atraiçoa e se torna fantasia
*
Nesta quimera  isolada espero algum aconchego
No meio da multidão, apenas  ouço, uma só voz
Mas não entro em ilusões deste mundo tão atroz.
****
Cidália Ferreira.