quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Deixa que chuva abrande, e olha-me no rosto

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Meu amor, deixa que a minha alma te ajude
Deixa que meu coração, em mim, te recolha 
Que a chuva  não nos  machuque, nem mude
Teu sentimento por mim. Lágrima que molha
Meu amor, és estrela que brilha na escuridão
E que ilumina meus pensamentos no silêncio
Ao cair da noite sinto-me no meio da solidão
Porque te vejo partir, e desistir, em suplício  
.
Deixa que chuva abrande, e olha-me no rosto
Diz-me que não desistes das agruras teimosas
Deixa que te ajude a superar esse teu desgosto
.
O tempo, e tudo o resto  deixam-me obstinada
Onde tantas lágrimas me caem e são ruidosas  
Meu amor, deixa-me ajudar, nesta caminhada.
****
Cidália Ferreira.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Que a chuva chegue e abunde, e mate o ladrão.

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A chuva chegou, mansa, ao cair da noite
Onde é tão desejada, como nunca foi,
Seu barulho lá fora consolava os corações
De um povo que sofreu desilusões,
Olhando em volta, e apenas o negro
De um verde reduzido a cinzas
E o cheiro denso a terra queimada,
Porque tudo o resto, levou o inferno,
É abençoada num momento de pesar
Onde não existem soluções e vai continuar,
.
Lamentam-se, vidas perdidas precocemente 
Culpa, que ninguém quer assumir
Culpa-se a falta do tempo de Inverno
Que teima em não querer chegar
O tempo muda constantemente,
Ouviram-se gritos de puro desespero,
Teme-se que mais vidas se percam
Por erros humanos que não têm perdão,
Que esta tragédia nos faça reflectir
Que a chuva chegue e abunde, e mate o ladrão.
***
Cidália Ferreira

Foto de Maria De Fátima.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Portugal em chamas...

Foto de Cidália Ferreira.
Foto tirada da parte de fora da minha porta.
Foto de Lena Nogueira.
Foto de Lena Nogueira.
Foto de Lena Nogueira.
Não queria estar a escrever isto, muito menos mostrar imagens que, para quem as vive de perto são verdadeiros momentos de terror. Mais uma vez escrevo de coração triste, abatido, cheio de "raiva", por existir ao cimo da terra gente capaz de tais barbaridades. Não chove à meses. As matas estão ressequidas. Existem poços onde a água é escassa e outros já secos. Ontem estiveram 34 graus na minha zona, ventos fortes, mais pareciam de tempestade. Estamos no Outono.  Por estes dias prevê-se chuva em todo o País, mas não creio que venha a tempo de salvar alguma coisa. Mais pessoas mortas por causa do fogo, casas ardidas, fábricas...Enfim uma catástrofe de mão humana.

Os Bombeiros estão esgotados, não chegam para as centenas de fogos que ainda existem  neste momento. 
Estas imagens que mostro foram bem perto de mim...

UM BEM HAJA PARA OS BOMBEIROS, GUERREIROS DA PAZ QUE LUTAM ESTE MOMENTO CONTRA AS CHAMAS.  "enquanto os assassinos andam à solta a gozarem o prato"
Foto de Cidália Ferreira.
Esta imagem foi uma realidade de ontem em Portugal: Vieira de Leiria.

Hoje é isto, a tristeza que sinto não me deixa escrever mais nada

Cidália Ferreira.

sábado, 14 de outubro de 2017

Carrego no meu olhar a lágrima mais retraída

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Carrego no meu olhar, um amor incondicional
Como o carrego, no meu  coração, e não minto
Quanto digo que daria a vida de modo racional
Por ti, que vives em mim, mas sempre distinto
.
Carrego no meu  olhar a lágrima mais retraída 
Que se perde em palavras e agruras do destino 
Quando me escorre  na alma leva-me à recaída
Restando-me mendigar o teu amor, clandestino
.
Olho-te com meu olhar sufocado pelo desprezo  
E meu coração  num reboliço, que menosprezo 
Por sentir, que o sol dá lugar aos dias cinzentos
.
Carrego-te no meu coração para todo o sempre
Mesmo que não te olhe, mas quem gosta, sente
Quando se precisa dum ombro, sem julgamentos
****
Cidália Ferreira

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Sinto arrepio dos ventos que me ofuscam

Sinto arrepio dos ventos que me ofuscam
Das tempestades que se aproximam
Como águas agitadas em mar longínquo
Que vão e vêm num sopro do pensamento,
Quero tréguas de vento que me sufoca
Quero encontrar o caminho, destino maldito
Quero vislumbrar-te no meu horizonte
E andar sem destino, qual lágrima que escorre
Percorrendo meu rosto que se sente aflito,
.
Sinto o arrepio do meu corpo cansado
Lutando contra a corrente, desanimado,
Este nevoeiro dilacera meu coração
Faz-me soltar a lágrima de aflição
O mesmo que te levou, incerteza do porquê,
Corri, fui atrás de ti, implorei aos ventos
Que voltasses, mesmo depois dos tormentos,
Fracassados momentos para esquecer
E esperar, que os ventos levem o nevoeiro.
***
Cidália Ferreira

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Não existe alegria quando tudo é cinzento

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Se tu soubesses como sofro neste momento
Quando observo à minha volta, ressequido
Já não existe cor, tudo será  um tormento 
Quando o meu  coração se sente, excluído
.
Não há nada  que te possa trazer de volta
Quando tua ausência, noto, tão marcante 
Sinto na tristeza, a minha própria revolta
Sinto falta d'outrora, tudo tão significante
.
Não existe alegria quando tudo é cinzento
Quando  tua falta, eu noto, no meu alento 
Neste momento tão seco, quanta ignoração
.
Se tu soubesses encontrar a minha tristeza 
E descobrisses, o que guardo em delicadeza
Saberias entender as coisas do meu coração.
.
****
Cidália Ferreira

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Sou prisioneira do meu insano pensamento

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Sou prisioneira do meu insano pensamento
Sem saber porque me sinto à deriva
Na procura de teu cheiro que cativa
Meu coração que emudece, por saber
Que no jardim onde as flores são silvestres 
Qual perfume das palavras que me ofereces 
Porque jamais o sentimento morrerá,
Sinto-me prisioneira desta insana loucura
Onde meu desejo é embarcar nesta aventura
Mas não estás, foste embora. Que tormento 
.
E no momento em que dou voz ao coração
É meu caminho intenso e tão duro
Por onde ando, apenas eu te procuro,
Pelos campos, prevalecem os amores
E as fragrâncias que nos são peculiares,
Tens o brilho e a beleza das flores
Porque só tua presença me faz sentir feliz,
É o teu sorriso, o meu perfume, e talvez
O elixir que alimenta minha alma,
Sou prisioneira do meu insano pensamento.
***
Cidália Ferreira.